Filhos de Quatro Patas

Você é o melhor amigo do seu Pet

RafaelaRamos

Oi lindezas, tudo bem?

Recentemente tenho visto várias campanhas nas redes sociais contra o abandono e maus tratos de animais. Várias fotos lindas de momentos felizes e declarações sobre amor entre as pessoas e seus bichinhos de estimação. Então hoje decidi vir aqui falar sobre o assunto.

Na última quarta, 22, adotei um Akita de aproximadamente 1 ano de idade. Estava indo para casa almoçar quando ouvi uma conversa entre 3 conhecidos sobre o cachorro e de abelhuda que sou entrei no bate papo. Fui informada que o dono havia se mudado e abandonado os bichinhos de estimação o Akita e um Chow Chow.

A Chow Chow (era uma menininha) já havia sido adotada e o Akita continuava sem lar. Na mesma hora decidi adotar o bichinho.  Indo pra casa pensava: como será a recepção quando chegar? Para quem não sabe tenho uma cadelinha, definida pela Medicina Veterinária como “sem raça definida”, mas que pra mim não faz a menor diferença. A Luna é a rainha lá de casa e como boa filha é bem ciumenta. Já imaginam a cara dela quando cheguei com o novo integrante né? RS

À primeira vista se estranharam. Tive que separá-los pra evitar brigas, mas estão começando a se entender, ou não (estou lendo artigos sobre como melhorar a convivência entre os dois). Vamos dar tempo a eles né?! Passei o dia pensando no ocorrido e no quanto somos ingratos e não retribuímos o amor que recebemos dos nossos bichinhos. E aí vem algumas considerações importantes:

Sempre tive cachorros de estimação e todos eles foram adotados. Teve a Catucha, minha primeira cadelinha, minha pretinha. Eu queria viver com ela no colo, mas minha mãe sempre chamava atenção e mandava colocá-la no chão. Afinal já havia deixado a bicinha cair por ser maior que eu na época, RS.

Depois veio o Toby, o cachorro caramelo que sempre acompanhava meu pai nas entregas da mercearia. Ele tinha uma coisa incomum. Ao contrário de outros cães odiava andar dentro do carro (uma vez estava com ele na caçamba da caminhonete segurando-o pela guia. Ele pulou do veículo e quase fui arrastada. Sorte que meu pai viu e freou o carro na mesma hora). Sua diversão era sair pelas ruas correndo atrás do automóvel do meu pai. Era o super companheiro lá de casa.

Seu sucessor foi o Spike. O peludinho branco com manchas marrom. Super dócil até ter apanhado durante um banho em uma Pet Shop. Depois do ocorrido os carinhos só podiam acontecer com os pés. Colocar a mãe nele era mordida na certa. Adorava achar um saco de carvão e rolar até sair preto e irreconhecível.

Pouco tempo depois que ele partiu veio a Luna. Foi adotada quando eu ainda cursava o técnico em Farmácia. Um dos professores disse que tinha filhotes de Poodle Toy para doação. Me animei, mas lembrei que minha mãe não queria mais cachorro em casa. Mas o destino mudou toda a história. Uma das meninas da sala havia ficado com a cadelinha, mas no dia seguinte voltou com ela dizendo que a mãe não a queria em casa. Não pensei duas vezes e levei a pequena.

Chegando em casa a primeira reação da minha mãe foi: Eu não disse que não queria cachorro em casa? Ainda por cima uma fêmea? Lembro apenas de ter dito: Ah, mãe! Olha pra carinha dela. Ela nem vai ficar grande (realmente ela era minúscula). Minha mãe sempre gostou de cachorros, mas não queria dar o braço a torcer. Isso durou menos de um dia. Depois disso foi só amor.

Luna Bebê

Ao contrário das expectativas a Luna cresceu. E a piada favorita da minha mãe era: Olha o Poodle Toy aí! Poodle Toy! Só se for do Paraguai. Ficou adulta e teve 3 crias antes de ser castrada. Enfrentou um câncer como se nada estivesse acontecendo. Fazia a maior bagunça antes e depois da quimioterapia.

O Jimmy, ou negão para os mais íntimos decidiu seguir o ditado: “um bom filho a casa torna”. Havia sido levado para casa de um conhecido quando ainda era filhote. No dia em que foram bater laje lá em casa, seu dono decidiu levar o cachorro para “passear”. No dia seguinte lá estava ele me seguindo no meu caminho para o trabalho. Me levou até a porta do emprego e voltou pra minha casa. Nota: puxou o espírito arteiro da mãe.

Jimmy

Meses depois, um amigo dos meus pais nos procurou perguntando se não queríamos doar o Jimmy. Disse que queria um companheiro “vira lata” dócil e que não fosse muito grande. Eu como boa “mãe” ciumenta não queria deixá-lo ir. Minha mãe disse que seria melhor pra ele, já que lá em casa ele sempre arruma briga com os cachorros da rua e a Luna não o deixa comer direito (Gente! Por mais que eu colocasse a ração dos dois distante e chamasse atenção da Luna, não resolvia. Ela sempre comia a parte dela e dele, já que ele só ia comer depois que ela terminasse. Não entendia a lógica, mas era assim desde filhote). Foi amor a primeira vista e nosso bebê arteiro ganhou um novo lar. 

Por fim, mas não menos importante, o novo membro da família, Jon (se pensou Jon Snow? Acertou em cheio, rs). Sempre fui apaixonada por cachorros de porte grande. Quis ter um Labrador, depois queria um Doberman ou um Pastor Alemão e por aí vai. Mas sempre fiquei naquela: tem tanto cachorro abandonado e eu querendo comprar um? Não que seja errado comprar um cachorro tá gente. Mas esse era o meu pensamento.

Jon Snow

Recentemente eu e meu namorado cogitamos comprar um Akita branco. Fizemos várias pesquisas e no fim desistimos da ideia após adotarmos 3 cachorros resgatados do lixão em São João del Rei (atualmente eles e mais 10 cães moram no sítio do meu sogro). Aí vem a parte engraçada da vida: as coisas acontecem no tempo certo e da maneira como deveriam acontecer. Não precisei comprar o cachorro. Adotei um exatamente como o que queríamos.

Quando adotamos algum bichinho de estimação vemos que ele ainda está com aquele olhar triste de quem não entende o que aconteceu. Não consigo imaginar como alguém pode simplesmente abandonar um companheiro que lhe era fiel, que dava amor sem pedir nada em troca. Então antes de comprar ou adotar um Pet pense muito. Caso você se mude ou não tenha mais condições de cuidar dele procure um lar para ele. Os bichinhos dependem totalmente de você e você só precisa dar carinho, amor e atenção.

Se você quer adotar um cãozinho ou gatinho, procure as Associações e Lares Temporários existentes em São João del Rei. Se você não pode adotar colabore com doações. Essas instituições sempre precisam de ração, materiais de higiene, medicamentos, etc. para manter os bichinhos saudáveis. Abaixo vou colocar as páginas de algumas delas: 

– Projeto Amigos de Quatro Patas Clique aqui

– Sociedade Protetora dos Animais de São João del Rei Clique aqui

– Patrulha Animal SJDR Clique aqui

E você, tem algum animal de estimação? Conta pra gente sua história. Vamos adorar saber um pouco mais sobre seu(s) melhor(es) amigo(s)! 

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